quarta-feira, 13 de agosto de 2014

VIDA

 
 
 
''Em cada encontro, ou damos vida, ou a sugamos.
 não existe intercâmbios neutros".
 
 (Brennam Manning)
 
 
 
 
Alguns dias atrás, eu tenho lido e relido os versículos bíblicos 2 Reis 2:1-25, que abordam os últimos momentos vividos por Eliseu na companhia do seu preceptor,  profeta Elias, antes dele ter sido levado ao céu;  também tenho lido várias interpretações sobre esses acontecimentos em livros, principalmente na Bíblia.
 
E comecei a meditar, precisamente sobre a vida de Eliseu, após o arrebatamento de Elias, pois ele teve de conviver com a ausência do amigo, das recordações, e também a extrema responsabilidade de por em prática as lições que ele tanto se aprimorou a observar, e aprender. E de exercitar a sua fé e crer que o poder do Espírito Santo repousava também nele; e que seu pedido tão almejado tinha sido atendido, e que ele tinha sido agraciado por Deus com qual tão responsabilidade e dádiva. (2 Reis 2:14)
 
Eu também me encanto com a  fidelidade de Eliseu ao seu preceptor, ele o seguiu em todas as circunstâncias (vs 2:2, 4, 6); apesar das advertências dos filhos dos profetas, que sempre queriam lembrá-lo de se preparar emocionalmente para o evento iminente que aconteceria;  o seu parceiro seria levado, alguém que ele aprendeu amar e admirar.(vs 2:3,5). Também tenho uma enorme admiração por sua coragem e determinação em pedir a porção dobrada do espírito que habitava dentro de Elias; quantos outros jovens profetas poderiam pedir coisas para exaltá-los, para seus deleites, suas ambições. Já Eliseu escolheu a melhor parte que ninguém jamais poderia roubá-lo ou tirá-lo dele.
 
O Espírito Santo, tesouro tão precioso, que o revestiria de poder pra realizar e concretizar o propósito da sua vida, obra imaginada e determinada por Deus.
 
Eliseu sempre esteve ao lado de Elias, demonstrando simplicidade, humildade para observar e aprender; assim como também ocorreu com Josué perante a Moisés.
 
Que o Senhor nos toque, capacite, através do Seu glorioso Espírito Santo, a sermos humildes, fiéis, igual a Eliseu, a Josué e tantos outros exemplos tão dignificantes bíblicos; inclusive sermos liberais, pacientes e doadores com o nosso próximo, assim como foram tantos outros, homens de Deus, Elias, Moisés, Jeremias, Paulo, etc.
 
Enfim, que as nossas interações além de serem prazerosas, exalem VIDA, frutificando em gentilezas, trocas de conhecimentos,  amizade, amor, fraternidade e por que não, o compartilhamento do pão nosso de cada dia.
 
Deixo para vocês as palavras tocantes proferidas pelo filho ao se ver separado do seu amado pai espiritual por um carro de fogo, com cavalos de fogo; e o viu subir ao céu num redemoinho; imaginem a cena maravilhosa que ele presenciou, ao mesmo tempo triste pela separação entre eles.
 
 
O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. 2 Reis 2:12
 
 
 
''O termo ''porção dobrada'' não significa terminantemente o dobro do poder espiritual de Elias; refere-se, antes, ao relacionamento entre pai e filho, em que o filho primogênito recebia o dobro da herança que os demais (Dt 21:17). Eliseu estava pedindo que seu pai espiritual lhe conferisse uma medida abundante do seu espírito profético, para que deste modo, ele executar a missão de Elias. Deus atendeu ao pedido de Eliseu, sabendo que o jovem profeta estava disposto a permanecer fiel a Ele, apesar de toda a apostasia espiritual, moral e doutrinária a seu redor''. (Extraído ''Bíblia de Estudo Pentecostal-  CPAD)
 
 
''Eliseu sabia que jamais seria capaz de seguir os passos de Elias com suas próprias forças. Assim, pediu humildemente uma ''porção dobrada'' do espírito de Elias--poder espiritual além de sua própria capacidades. Quer esse pedido seja uma referência à herança tradicional do primogênito (veja  Êx 13:2, Dt 21:17 notas) ou não, fica claro que Eliseu estava buscando uma herança espiritual, pois sabia da enormidade da tarefa diante dele.
 
[...]
 
A transferência do manto de Elias (o profeta mais velho), para Eliseu (seu sucessor) descreve um relacionamento de discipulado. Nas Escrituras, aqueles que têm sabedoria e experiência compartilham-se continuamente  como aprendizes''. (Extraído ''A Bíblia da Mulher'' Leitura, Devocional, Estudo-Almeida Revista e Atualizada)
 
 
 
 
''A Experiência Terá de Ocorrer''


"Elias subiu num redemoinho… E Eliseu nunca mais o viu", 2 Reis 2.12
 
 
 
''Nada de errado existe em depender de Elias enquanto for Deus a deixá-lo consigo, mas, lembre-se de que chegará a hora quando ele terá que partir para deixar de ser seu guia e líder, porque Deus não quer mais que assim seja. Você dirá: "Não posso prosseguir sem Elias". E Deus lhe dirá que terá que fazê-lo mesmo assim.
Sozinho e abandonado nas margens do seu Jordão, v.14. O Jordão é símbolo de uma separação na qual não há comunhão com mais ninguém e onde não há mais ninguém que possa assumir essa responsabilidade por nós. Agora você tem que pôr à prova aquilo que aprendeu quando ainda estava com o seu Elias. Você já esteve junto do Jordão muitas vezes, mas, com Elias; só que agora está ali sozinho. Não adianta dizer que não pode prosseguir; a hora da experiência chegou e você tem que seguir adiante. Se quiser uma prova de que Deus é o Deus que você crê que seja, então atravesse esse seu Jordão a sós desta vez.
Sozinho na sua Jericó v.15. Jericó é o lugar onde você viu o seu Elias fazer grandes coisas anteriormente. Mas, assim que chega a Jericó, sente uma forte aversão em tomar a iniciativa por si próprio para confiar em Deus; quer que alguém o faça consigo. Se permanecer fiel ao que aprendeu com Elias, receberá o sinal de que Deus está deveras consigo também.
Sozinho na sua Betel v.23. Na sua Betel você vai descobrir que sua sabedoria chegou ao seu fim e irá achar ali a sabedoria de Deus. Quando você se vir sem saber o que fazer e estiver em vias de sucumbir e se entregar ao pânico, controle-se; permaneça fiel a Deus e ele manifestará a sua verdade de forma a tornar a sua própria vida uma bênção também. Ponha em prática o que aprendeu com o seu Elias, tome o manto dele e ore ardentemente. Decida-se a confiar em Deus e não mais porque Elias o fez''. (Extraído: Tudo para Ele- Oswald Chambers)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 10 de agosto de 2014

AMOR, O INCONDICIONAL AMOR DO PAI!

 
 

 
Todos nós, desde a nossa tenra idade, temos uma visão de Deus, que vai se aprofundando com o passar dos anos; algumas pessoas veem Deus como o Abençoador, o Aladim, o gênio da lâmpada, aquele que só existe para a satisfação dos seus desejos; outras pessoas veem Deus como um autoritário Juiz, responsável por nos castrar, punir e aplicar penas; outras pessoas veem Deus como uma Peça de Museu, uma obra de arte, que existe, pode até ser bela e valiosa, mas ficou num passado bem distante; sem consegui-Lo encaixar nas suas vidas tão cheias de atrativos mundanos. Mas raramente as pessoas veem Deus como Pai, aquele que amam, respeitam, realmente acreditam e até agradecem por serem Seus filhos, Suas filhas, e gozarem de todos os benesses de fazerem parte de tal estirpe grandiosa familiar. E terem acesso ao Seu amado Aba Pai, e terem uma comunhão plena com Ele.
 
Nesse dia, nessa dia tão especial, Dia dos Pais, comecei a me relembrar algo que aconteceu no meu passado, eu estava em casa com meus filhos e ainda vivia com meu ex companheiro e comecei a sentir uma terrível dor de cabeça, pensei que estava tendo algo de grave, talvez uma aneurisma, e telefonei para meu pai chorando, ele me disse que eu fosse para sua casa, mandou meu cunhado me pegar de carro. Quando eu cheguei em casa, meu pai ficou no meu antigo quarto com a luz apagada, e eu chorando, fiquei com minha cabeça nas suas pernas, e ele afagando os meus cabelos, falando aquelas palavras de consolo, e em pouco tempo a minha terrível dor de cabeça passou; e eu até dormir. Mas se eu tivesse algo grave e morresse naquele momento, morreria feliz nos braços de meu pai, sob os seus afagos, carinhos, cuidados.
 
Amor, o incondicional amor do Pai, nos faz habitar em segurança, não importando as circunstâncias adversas; o amor nos faz transcender a dor de viver nesse mundo tão repleto de desamor.
 
Na verdade, eu só precisava ficar perto do meu amado paizinho, a menina de volta aos braços do seu amado, eu nunca esqueci desse momento; ambos, eu e meu pai, ainda não professavamos a fé em Cristo Jesus. Mas tenho certeza, que a Trindade Perfeita estava entre nós, testemunhando aquele momento de paz, amor e comunhão.
 
Mas ao relatar esse acontecimento eu só quis reforçar o quanto é importante trazermos para as nossas vidas, os momentos que vivemos com nossos pais, para os momentos muito mais impactantes que vivemos e ainda viveremos com nosso Aba Pai.
 
Para nossa reflexão e aprimoramento...
 
 
 
[...] Uma vez que Deus é mais tocado pela dor do que pela eloquência, ele respondeu. É isso o que os pais fazem. Foi exatamente isso que Jim Redmond fez.
 
Seu  filho Derek, um inglês de 26 anos, era favorito para vencer a corrida dos 400 metros na Olímpiada de Barcelona em 1992. No meio do caminho da prova semifinal, uma terrível dor se espalhou por sua perna direita. Ele caiu no meio da pista com um tendão rompido. Enquanto os médicos se aproximavam, Redmond tentava ficar em pé. ''Era o instinto animal'', diria ele mais tarde. Ele começou a pular, empurrando todo mundo numa tentativa louca de terminar a corrida.
 
Depois de ter olhado para o seu ferimento, um grande homem saiu do meio da multidão. Ele estava usando uma camiseta com a seguinte frase: ''Você já abraçou seu filho hoje?'', e um boné que estava escrito uma frase desafiadora: ''Simplesmente faça'', O homem era Jim Redmond, o pai de Derek.
 
--Você não precisa fazer isso--, disse ele ao seu filho em prantos.
 
--Sim, eu preciso--, respondeu Derek.
 
--Então, que seja assim- disse Jim--Nós vamos terminar juntos.
 
E foi isso que fizeram, Jim passou o braço de Derek por seus ombros e o ajudou a caminhar mancando até a linha da chegada. Lutando para afastar os seguranças, a cabeça do filho parecia afundar nos ombros do pai e assim foram até chegar a linha da chegada.
 
A multidão aplaudiu, se levantou, gritou e, por fim, chorou quando o pai e o filho terminaram a corrida. O que fez com que aquele pai fizesse isso?  O que fez com que o pai deixasse a arquibancada para ir até o filho na pista  de corrida? Foi a força do filho? Não, foi a dor do filho. Seu filho estava ferido e tentava completar a corrida de qualquer maneira. Desse modo, o pai o ajudou a concluir aquela tarefa.
 
Deus faz a mesma coisa.
 
Nossas orações podem ser desajeitadas. Nossas tentativas podem ser débeis. Porém, uma vez que o poder da oração está naquele que as ouve, não em quem as faz, nossas orações fazem diferença.

 (Extraído do Livro: Ele ainda Remove Pedras- Max Lucado)
 
 
UMA SINGELA HOMENAGEM AO MEU AMADO PAI QUE SE FOI; MAS O NOSSO AMOR É ETERNO IGUAL AS NOSSAS ALMAS!